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Ecopista do Dão

17.02.12

Fevereiro de 2012, de volta às duas rodas.

Desta vez fui de Santa Comba Dão até Viseu pela maior Ecopista do país.

 

Aceda aos Track point GPS aqui

 

Se utiliza uma plataforma móvel veja as fotos aqui

 

Percurso ciclístico

98 km ida e volta

5,2 horas de pedalada efectiva

 

Sendo os caminhos de ferro de via estreia construídos predominantemente em zonas montanhosas e rurais, a sua transformação em vias verdes para peões e bicicletas só podia dar bom resultado.

Em Setembro de 1988, cerca de 100 anos depois de a linha ter sido inaugurada, fez-se o encerramento definitivo do serviço ferroviário. Desde então esteve votada ao abandono, até ao inicio da reconversão na sua totalidade para Ecopista em meados de 2011, com um custo de cerca de 5 milhões de euros.

 

Eram 10:30h quando estacionei o carro na estação de Santa Comba Dão e cerca de 20 min depois estava pronto para pedalar.

Indicações? Nem vê-las. Mas perguntando ao solícito dono do café em frente à estação que me disse, "vá até ao fundo da plataforma de acesso ao comboio, vire à esquerda e desça sempre pelo estradão de terra que chega lá num instante", num instante lá cheguei.

O início da Ecopista dá-se com o piso em tons de azul, o correspondente para o município de Santa Comba Dão, depois passa para verde em Tondela e vermelho para o Percurso de Viseu.

A quilometragem é assinalada de 500 em 500 m com inicio da contagem em Viseu.

Pode observar-se o Rio Dão durante os primeiros kms, o qual se atravessa através de uma ponte metálica, depois zonas de pequena montanha, sempre a subir e muito bonito.

Ainda antes de chegar ao tapete verde entrei em áreas mais rurais e a chegar a Tondela já via mais casas. As estações estão a ser requalificadas dando um ar de conservação muito bem vindo, com diversos locais e alguns equipamentos de exercício disponíveis.

Nos cruzamentos somos confrontados com lombas para reduzir a velocidade.

Cerca do km 19.5 tive a mais agradável surpresa do dia. Vi a Serra da Estrela bem lá ao fundo com clareza suficiente para reconhecer os antigos radares na Torre, e apesar de ter tirado fotos com o zoom máximo disponível da máquina, as fotos não demonstram com acuidade suficiente a visualização nas construções na serra. Quando cheguei a casa e fui confirmar distancias no Google Earth, medi uns impressionantes 44kms de distancia entre a Ecopista e a Torre!!!

Continuando e passando completamente às escuras pelos 200m do túnel de Santa Catarina entrei no tapete vermelho de Viseu.

Fiz então a primeira paragem na estação de Torredeita onde temos um museu ao ar livre. Está exposta em excelente estado de conservação uma magnifica Locomotiva a vapor. Como curiosidade posso deixar algumas especificações desta bela espécie. Construtor Hensechell & Son datada de 1911, 4 cilindros, velocidade máxima de 30kmh, 8 toneladas de esforço de tracção, 730 CV de potencia para um total de 60 Toneladas de peso.

Pena que as carruagens não estejam tão bem conservadas.

Chegado ao km 10 passei pela ponte de Mosteirinho que apresenta a mais elevada passagem de todo o percurso.

A estação de Figueiró cerca do Km 7.5 representa a entrada numa área mais urbana, mesmo assim não perde o seu encanto, muito pelo contrário. Aqui passamos a ter barreiras que temos que contornar para não entrarmos com velocidade nos cruzamentos e se é para nossa segurança nada contra, no entanto, são muito fechadas para ciclistas e temos que as contornar nos limites de equilíbrio. 

Na área urbana existem muitos peões na Ecopista e a descontracção destes ao caminhar ao longo das duas faixas, nem sempre é compatível com a circulação de bicicletas, recomenda-se prudência, para ambos intervenientes.

Chegado ao parque da Aguieira pelas 14:20 dei por concluída a minha viagem de ida. Achei que estava num sitio bonito para almoçar e que não valia a pena ir até ao antigo depósito da estação umas centenas de metros à frente.

Depois de um almoço rápido regressei a Santa Comba Dão.

 

Resumindo os declives, sobe quase sempre para Viseu e obviamente o contrario para Santa Comba. Como ia com um horário um pouco apertado, sabia que tinha que fazer +- 3 horas para cima e 2 para baixo. Comecei a pedalar e logo me apercebi que o vento forte contra e lateral ia tornar a coisa puxada, e de facto foi, para não descer das médias que me tinha proposto. Quando me sentei no carro nem queria acreditar.

 

Alguns pontos menos positivos passam pela quase inexistência de pontos de água, alguns cruzamentos em especial o da estação de Tondela representam perigo, em Viseu as barreiras são úteis mas deveriam ser reestruturadas por serem limitativas para bicicletas, o ridículo acesso e falta de informação para aceder ao inicio da via em Santa Comba Dão e irritantes tampas de saneamento a que nem uma Ecopista conseguiu escapar.

 

Foi um dia em cheio. A Ecopista é muito bonita, proporciona-nos momentos muito agradáveis fruto das suas pontes, túneis, áreas de floresta, campo e ambiente urbano, tudo no seu lugar e em perfeita harmonia.

 

O conceito das Ecopistas é uma ideia simplesmente genial e neste caso bem concretizada, ainda que com algumas arestas por limar. Penso que num futuro próximo se irá melhorar aquilo que já é óptimo.

 

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publicado às 15:47





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