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Julho de 2012, mais uma incursão nas bitolas.

Depois da Métrica na Linha do Tua, alargamos para a Ibérica e fomos percorrer a Rota dos Túneis.

 

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Percurso pedestre

17km

5 horas de caminhada efectiva

 

Desta vez o convite partiu do Rebelo e quando se junta a fome com a vontade de comer, está combinado.

Embora construída do lado Espanhol, esta magnífica obra de engenharia com 20 túneis, 13 pontes e pequenos viadutos, construída à mais de cem anos à força da pá e picareta, foi feita com dinheiro português, para a ligação internacional da cidade do Porto por linha férrea.
Fomos então a La Fregeneda, a 1ª estacão espanhola que está completamente abandonada e onde começamos a caminhar.

Logo à frente uma das mais inesquecíveis experiências, o Túnel da Carretera com 1600 m. Logo ao entrar vê-se o fundo e parece que não vai demorar muito mas são 20 min sem parar. É necessário ter muita atenção ao caminhar nas laterais. Tem muitas lajes partidas e daí a partir um pé é um instante, o melhor é ir pelo meio, neste, e noutros túneis.

Passados 30 min, ainda antes de entrar no Túnel de Morgado com 420m de curva fechada, já cheira a "Morcego". No seu interior, faz-se sentir o intenso cheiro. Uma vez que os Morcegos não tem WC, forma-se um manto de excrementos no chão, acompanhado de um ruído bem presente. As fotos demonstram bem os milhares que ali povoam.

Logo depois o 1º teste ao nosso medo das alturas, superado sem problema.

Convêm lembrar que as pontes encontram-se num estado de degradação avançado. Deve por isso utilizar-se sempre os passadiços metálicos e nunca a madeira.

Desde pontes em curva, outras atingindo 140 m de comprimento de estrutura metálica e elevando-se 60 m acima do solo, túneis escuros como breu tendo um como curiosidade uma escapatória, as paisagens espectaculares sobre o Rio Águeda que faz a fronteira, é um "trilho" imperdível, para quem não desgosta de alturas.

A ponte internacional é mais fácil. Está coberta por chapas metálicas mas cuidado com o buraco a meio.

O nosso fim da linha em Barca d' Alva, é um misto de satisfação, nostalgia e tristeza. A estação ergue-se como que delicadamente com o seu enorme entreposto de carga em madeira, a plataforma de inversão de marcha e posto de manutenção de Locomotivas que outrora não descansavam nunca, e a própria estação toda ela um monumento aos tempos áureos dos caminhos de ferro, a ser devorada pela vegetação e completamente esquecida.

Um pouco à semelhança com a Linha do Tua é património turístico com um potencial imenso, mas em que as boas ideias não passam do papel.

Essencial? Obviamente!

 

Mais perspectivas dos companheiros de viagem em outros Azimutes e outros Olhares.

 

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