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Dezembro de 2013, mais uma caminhada.

De volta à Serra da Peneda à descoberta das Brandas e conquista dos cumes.

 

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Percurso pedestre

24 km

5,5 horas de caminhada efectiva

 

As Brandas, são um ícone incontornável da Serra da Peneda. Se a isto juntarmos os seus pontos mais altos,  Peneda e Cume da Pedrada, temos caminhada.

O percurso começa na Gavieira no "Trilho pertinho do céu", e é esse mesmo trilho que segui até à primeira Branda (género de pequeno aldeamento com agricultura e pastagens a altitude mais elevada em relação à sua aldeia de origem, que os pastores utilizam em meses de maior calor para alimentar os animais ou melhorar o cultivo).

O início é muito íngreme pelo trilho lajeado. O ganho de altitude é muito rápido e temos essa noção com o "abrir" da paisagem até chegar à Branda de Bosgalinhas, local lindíssimo no alto da serra.

Pousei a mochila e segui na direcção de São Bento do Cando só para a foto. Voltei e arrepiei caminho sem grande inclinação na direcção dos prados do Coroado. Seguiu-se uma forte subida pelo manto rochoso, mas sem dificuldade. 

Atingi então o 2° ponto mais alto da Serra da Peneda com o seu enorme marco geodésico, a "Peneda" como vem descrito nas cartas militares. Os pastores com quem falei chamam-lhe Pedrinho, mas nas cartas topográficas esse pico aparece a nordeste nas mais recentes e na encosta norte nas antigas!

Até aqui estão realizados cerca de 8,5km e +800m de ascensão. As vistas são muito bonitas e a sul, no fim do planalto, um enorme maciço com 220m de altura para ser vencido em menos de 2km de extensão desde a sua base.

A descida para para o planalto de Lamas de Vez é rápida e a progressão pelo estradão é meteórica até ao sopé do cume da Pedrada, mas a partir daqui a conversa e outra.

O declive é forte mas o pior é a vegetação com altura pelos joelhos. É um remédio muito amargo. Lá fui andando aos "esses" a ver que tal. Chegando ao cume, qual Everest dos pequenininhos e recepção feita pelo "Che", a sensação é espectacular. Que vistas!

Tudo o que é serra vê-se dali, com destaque para a Serra Amarela e as suas antenas da Louriça, a acenarem a apenas 15 km de distância. Até o pico da Nevosa consegue identificar-se.

Seguem-se as descidas por um suposto PR (muito mal marcado diga-se) pelo Outeiro Maior até à um enorme muro, o qual segui até Couto da Redonda. Depois foi atalhar descendo até à pequena Branda de Gorbelas, e que descidas. Aqui segui um caminho para a Branda da Junqueira mas que a meio se transforma num trilho quase inexistente e tem que se atalhar um pouco. Esta última branda é também muito bonita e de todas é a mais movimentada.

A parte final do percurso é realizado por estrada que alterna entre paralelo e terra batida.

 

Nota: as referências que faço sobre os cumes, são feitas com base na análise das 2 versões das cartas militares que tenho, ou seja, os dois pertencem à Serra da Peneda, "Cume da Peneda" e "Cume da Pedrada", cume menor e maior, respectivamente digamos assim. Alguns sites e blogs fazem referência ao Cume da Serra da Peneda sendo "Castelo do Pedrinho" e um pastor deu-me também essa indicação. 

Também recolhi algumas informações que identificam o cume da Pedrada como sendo na Serra do Soajo ou seja, na região sul que eu considero aqui como pertencendo à Peneda. No entanto penso que essa serra não aparece identificada nas cartas topográficas.

Factos históricos e tradições à parte que eu respeito e aceito, a minha análise é efectuada com base nas cartas militares porque penso ser a forma mais fácil de identificar os locais e às quais maioria tem acesso.

Um abraço ao Alberto Pereira de Trilhos a Norte pelos elementos que me disponibilizou para realizar esta caminhada.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 23:44


2 comentários

De Alberto Pereira a 06.12.2013 às 21:55

Olá Anselmo!

Maravilha!
Como foi bom seguir o teu relato e deliciar-me com as maravilhosas fotos enquanto recordava o dia duro (temperaturas elevadíssimas) mas incrível por lá passado meses atrás.

Saudações montanheiras,

Alberto

De Vales Errantes a 06.12.2013 às 22:31

Olá Alberto.
O percurso é realmente espectacular, e tive sorte com as temperaturas sempre baixas :-)
Abraço,
Anselmo.

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