Março de 2009, nova incursão no Gerês desta vez com 4 caminhantes.
Relógio na mão, mochila às costas, e vamos embora que o dia é curto.
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Estrada Lagoa do Marinho
Objectivo
Pico da Nevosa, ponto mais alto do Norte de Portugal com 1548m.
Cronologia
6:00h - início da viagem em V.N. Gaia
8:15h - chegada a Xertelo
8:45h - estacionamento na estrada das Lagoas do Marinho
9:00h - início da caminhada
12:10h - chegada aos Carris
13:15h - paragem para almoço na Nevosa
13:45h - recomeço da caminhada
17:00h - chegada às Lagoas do Marinho
18:45h - término do percurso pedestre
21:30h - conclusão da viagem de automóvel
Percurso pedestre
26 km
8.5 horas de caminhada efectiva
3.1 km/h de velocidade média
Início da caminhada na estrada das Lagoas do Marinho a 910m de altitude.
Ligeira descida no estradão e viragem à direita para dar início ao trilho.
Descida até ao rio e a partir daqui é quase sempre a subir até ao Corgo da Lamalonga. Subida muito íngreme até aos Carris.
Progressão fácil até meio do percurso para a Nevosa, depois descida até à fronteira e subida abrupta a corta-mato para chegar à Nevosa a 1548m.
Retorno aos Carris descendo mais 2 km na direcção da Portela do Homem.
Viragem à esquerda na Ponte das Abrótegas.
Segue-se na direcção das Lagoas do Marinho e depois é seguir o trilho até ao carro.
Meteorologia
Frio aceitável, vento forte, céu limpo.
Apreciação geral
Todos nós sabíamos que este percurso seria longo q.b. e teríamos que andar quase sem parar todo o dia.
Tínhamos duas soluções, ir agora e chegar às Lagoas do Marinho impreterivelmente às 19:00h, ou então esperávamos por um belo e longo dia de verão para caminhar com mais calma, mas sob uns desagradáveis 30 e tal graus.
Como nunca tínhamos ido à Nevosa, deixar o carro no Xertelo implicava uma caminhada de 31km. Bem... sempre em trilho de terra faz-se, mas a subir e descer calhaus, é pesado.
Mais uma vez, duas soluções, ou deixávamos o carro no dito cujo de Judas, ou seria o Xertelo o nosso ponto de partida e íamos só até aos Carris. Optamos pela primeira.
Quando chegamos ao Xertelo fomos directos para a estrada de terra com o carro, mas ao fim de 800m na primeira subida com as rodas a derrapar, a progressão foi impossível.
Plano B. Voltamos atrás e fomos na direcção da Lapela para apanhar outra estrada de terra que iria dar ao mesmo sítio. No entanto, as valas que a atravessam fazem com que a desaconselhemos a quem tenha o mínimo de estima pelo seu automóvel, o melhor mesmo é estacionar no Xertelo e ir só até aos Carris.
Começamos então a caminhar por volta das nove horas, ao longe já víamos os 7km de estradão pelo qual iríamos voltar.
Depois de uma ligeira descida, começamos a subir quase sem parar até entrar no planalto, o Corgo da Lamalonga. ESPECTACULAR! INCRÍVEL! Com as Lavarias lá ao fundo...
A subida das Lavarias não é pêra doce, mas pelo menos é curta.
Chegamos aos Carris pelo meio-dia. 2 min para contemplar aquele mítico lugar e continuamos a toda a velocidade na direcção da Nevosa. Vimos também 3 caminhantes na Represa.
Quando se chega ao sopé do nosso objectivo, acaba-se o caminho. Subida inclinadíssima a corta-mato, ligeira descida e nova subida, e estamos no topo.
Vê-se a Capela de São João, Pitões das Júnias, a Barragem e Albufeira da Paradela. A recompensa pelo esforço era elevada.
Eram então 13:15h, almoçamos em meia hora, e toca a dar corda às botas para fazer o caminho de volta.
Quando avistamos as Lagoas do Marinho, estávamos ainda a dois km de distância em linha recta e ao mesmo tempo, ouvimos e vimos um helicóptero pesado a abastecer na Represa dos Carris.
Ao fim de uma hora lá chegamos. A partir das lagoas, mais uma hora e meia para concluir os últimos 7km em estradão às 18:45h.
Epílogo
Ao fim destes 26km só apetecia mesmo era atirarmo-nos para o chão e ficar ali até de manhã. O cansaço era por demais evidente, mas as paisagens de cortar a respiração justificam.
Foi um belo passeio, praticamente sem pausas, mas o tempo não é infinito.
As tristes notícias são que a chaga dos incêndios está de volta.
As políticas restritivas não parecem surtir grande efeito muito pelo contrário e o resultado está à vista.