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Junho de 2009, mais uma visita ao Gerês desta vez para conhecer de perto as Sombrosas.

 

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Percurso pedestre

22 km

8.5 horas de caminhada efectiva

 

Início da caminhada na estrada em Fafião a 500m de altitude.

Progressão sempre a subir até perto do Porto da Lage com ligeira descida para o alcançar, estamos então a 780m de altitude.

Contorna-se a barragem pela direita e segue-se pelo vale para norte também quase sempre a subir.

Chegada às Fichinhas a 1000m de altitude e nova subida terrível até à Rocalva, agora a 1280m.

Início da descida para as Lagoas do Rio de Fafião a 400m de altitude.

Segue-se nova subida em estrada de alcatrão até Fafião.

Para quem gosta do Gerês, o Trilho da Vezeira passando pelas Sombrosas é um marco incontornável.

Decidimos então realizar um dos mais belos e difíceis percursos da Serra do Gerês, quer pela extensão de 22 km ou pelos declives violentos e intermináveis em maior parte do percurso.

Os primeiros 3 km em estradão são desinteressantes, mas depois do primeiro contacto com as Sombrosas bem lá ao fundo, o alento é outro.

Umas centenas de metros depois do estradão de terra acabar, optamos pela abordagem inferior da serra, mais difícil e intimidante. Em algumas áreas, chega a não ser fácil ver onde é o caminho. No entanto, caminhar ao longo do minúsculo carreiro na encosta da montanha, é uma experiência sem paralelo.

Chegamos então ao Porto da Lage. Local lindíssimo, e apesar da barragem ser uma parede de betão no meio do nada, sem ela, aquele local teria pouco significado.

Tempo para dois dedos de conversa com dois pastores na Cabana Touça e vamos lá subir na direcção das Fichinhas.

O vale das Sombrosas é realmente a cereja no topo do bolo desta caminhada. O Rio do Touça com os seus maciços graníticos, pequenas lagoas e quedas de água é espectacular. As Sombrosas impressionam com a sua imponência e elegância. Fantástico.

O relógio marca meio-dia, o calor começa a apertar e a progressão começa a perder fôlego.

Passamos pelas Fichinhas às 13:20 para enfrentar a horrorosa subida para a Rocalva

com um calor impossível. Mesmo altamente motivados, foi uma tortura.

Só para se ter uma ideia mais pragmática da situação, posso mencionar que consumi durante todo o dia cerca de 3,5 litros de água.

Chegamos então a um dos mais belos locais que conheço, o Prado da Rocalva, onde almoçamos quase a horas do lanche.

Depois de 40 minutos de retempero, começamos então a descer  na direcção de Fafião.

Nos primeiros 2 km a progressão é muito rápida, mas seguidamente, temos 800m de declive para 5 km de percurso. Não foi fácil...

Se achava má a descida dos Prados Caveiros para a estrada de alcatrão, então esta...

Passamos então pelas Lagoas de Fafião onde os banhistas desfrutavam de um belíssimo local para veranear.

Só mais 1,5 kms em alcatrão sempre a subir e lá chegamos a Fafião.

 

Mais um percurso espectacular.

Os declives muito acentuados tornam-no desaconselhável se não estiveram reunidas todas as condições, mas é merecedor de um lugar no pódio.

O calor intenso e a ausência de vento foram a pior parte, mas a nossa agenda também não permite grande flexibilidade.

Última nota. Apesar de ser um trilho pseudo-sinalizado e descrito numa placa em Fafião, não é pelas Mariolas que o concluímos.

Aliás, quem conhece o Gerês, sabe que muitas vezes há Mariolas para todo o lado, noutras não há nenhumas, logo, é necessário ter uma ideia precisa das direcções a tomar ou a coisa vai correr mal.

 

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publicado às 01:02





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