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Novembro de 2008, subida de Loriga até à Torre.

Depois de algumas incursões na Serra do Gerês, altura agora para enfrentar a mais alta serra de Portugal Continental.

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Se utiliza uma plataforma móvel veja as fotos aqui

 

Percurso pedestre

9 Km

4 horas de caminhada efectiva

 

Início da caminhada na praia fluvial de Loriga a 900m de altitude e fim nos 2000m.

Os primeiros 4 km são feitos com facilidade, primeiro em estrada de terra, depois em trilho de terra e pedras quase sempre sinalizado, no entanto, é sempre a subir.

Chegada então ao Covão da Areia já a 1500m de altitude, subida íngreme para o Covão da Nave, no fim deste, mais uma subida idêntica à última para atingir o cimo da barragem.

Abordamos pela nossa direita circundando-a, no fim do caminho fletimos à direita efetuando uma subida terrível pelas laterais da cascata chegando então às Lagoas do Covão das Quilhas e Lagoa Serrana, a 1800m.

Seguiu-se então na direcção das cadeiras da estância de Ski e depois é um último fôlego até á Torre a 2000m.

O percurso da barragem até às lagoas é terrível e mesmo existindo sinalização por quem tenha lá passado anteriormente, desaconselha-se.

Existe um caminho (o oficial) do lado norte da barragem, que não sendo tão bonito nem tão curto, será mais rápido e seguro.

No entanto apesar de termos tomado a opção pelo caminho mais difícil, tivemos a oportunidade de ver as Lagoas do Covão das Quilhas e Lagoa Serrano, local onde almoçamos com uma vista soberba.

Apesar da caminhada ter durado 6 h, é perfeitamente exequível em 4 a 4,5h uma vez que percorremos todo o caminho devagar e com várias paragens.

Na Torre aproveitamos para tomar uma bebida quente e seguimos então de automóvel até ao Covão da Ametade, local lindíssimo, quer para acampar ou para um simples piquenique, uma verdadeira pérola na imensidão granítica que é a Serra da Estrela.

Tempo para visitar ainda o Vale Glaciar do Zêzere, fantástico.

Devido às caminhadas anteriores urge aqui comparar a Serra do Gerês com a Serra da Estrela.

A Serra do Gerês embora seja agreste é mais comedida nos seus vales glaciares e escarpas, é mais… elegante, tem mais vegetação e os prados até nos fazem sentir em casa.

A Serra da Estrela reclama para si o título de Mais Alta de Portugal Continental com toda a justificação. Os vales glaciares são enormes, as escarpas mais ainda, os covões são planaltos de grande dimensão. Impressionante, é a melhor forma de a adjectivar.

O Covão da Ametade é algo verdadeiramente acolhedor em contraste com os enormes maciços graníticos que o delimitam.

 

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publicado às 09:37


4 comentários

De José Gomes a 20.09.2013 às 05:33

Fiz a caminhada Loriga - Torre no dia 9/set/2013, sozinho, tendo iniciado o percurso às 8.00 h. Desaconselho a realização deste percurso sozinho. Encontrei cães e muita passividade por parte dos pastores que os deviam controlar.

De Vales Errantes a 20.09.2013 às 09:26

Obrigado por visitar o nosso blog José.
Na altura em que percorri este percurso não encontrei nenhum cão, mas de facto é desagradável quando tal acontece. Na Serra da Freita várias vezes tive que levantar o bastão para os afugentar, mas por norma só fazem barulho.
É verdade que os pastores às vezes facilitam, mas é o seu dia a dia e é normal que assim aconteça.
Espero que o percurso tenha sido do seu agrado.
Abraço.

De Anónimo a 17.07.2015 às 02:10

Fizemos o percurso recentemente. Subimos e descemos no mesmo dia, 6h30 horas de caminhada no total.
Em termos de marcação é irrepreensível, com marcas na rocha de 20 em 20 metros.
Vale a pena pela beleza brutal da Serra da Estrela e como desafio de superação física, mas não é de todo aconselhável a imprudentes, inexperientes que não respeitem a montanha ou a pessoas que não estejam em forma.

É um percurso de exigência máxima no sentido Loriga - Torre, sempre a subir durante 4 horas.

É preciso levar bastante água. Uma falha é não haver um aviso nesse sentido no início do percurso, em Loriga. Existem pontos de água potável mas não estão assinalados, outra falha.

No inverno as autoridades deviam interditar o percurso porque é perigoso demais com as rochas molhadas ou com neve.

Por fim, tivemos problemas graves com os cães. Quase no fim da descida, o rebanho já estava guardado no barracão mas os pastores fizeram o favor deixar os cães soltos do lado de fora. O instinto deles é proteger o rebanho e atacar quem se aproxime. Fomos perseguidos pela matilha, não fomos mordidos mas tivemos que nos refugiar no mato, sendo resgatados pelos bombeiros já de noite.
Fica o alerta.

De Vales Errantes a 17.07.2015 às 10:00

Bom dia.
Esse facto dos cães deve ter a ver com o facto de muita gente começar a caminhada na praia fluvial de Loriga e subir logo por aí pelo vale.
Pelos vistos é propriedade privada e o dono não facilita.
Terá que entrar mais a norte como por exemplo neste link
http://valeserrantes.blogs.sapo.pt/loriga-torre-penha-dos-abutres-serra-28601
É sempre uma situação desagradável, os bastões terão também sempre utilidade neste aspecto.
Com neve nem pensar e com chuva muito cuidado. Embora a agua seja um peso grande na mochila, 2 a 2.5L deve ser o mínimo numa caminhada de 6 a 7h, a menos que se conheça muito bem o local.
De qualquer forma é um percurso muito bonito e espero que tenha gostado.
Cumprimentos,
Anselmo Cardal

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