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Fevereiro de 2011. 8ª abordagem aos Carris. De volta à Génese que criou os Vales Errantes.

Só me ocorre uma frase para descrever este dia - "Experience the Terror".

 

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Percurso pedestre

19 km

5.5 horas de caminhada efectiva

 

Contado ninguém acredita.
Foi quase um filme de terror.
Até ao cabeço do madorno, choveu um pouco mas sem stress.
A partir daí... A neve estava fofa mas como fomos caminhando sobre os passos de um grupo que veio dos Carris com o qual nos cruzamos, mesmo sobre forte chuva, menos mal.
A paisagem era espectacular e envolvente, uma imensidão de branco, de cortar a respiração.
No entanto ao chegar aos carris que tempo, um terror. Granizo, gelo, chuva, frio, vento, neve.
Percebi naquele momento o que terão sentido os indivíduos que deram o alerta na Nevosa há uns tempos.
Estávamos completamente encharcados, os pés em sopa e gelados.
Chegados aos Carris com o mais intenso dos frios e com os pés a arrefecer para níveis de insensibilidade quase total, ficamos um pouco preocupados, almoçamos em 15 minutos e pusemos-nos a andar enquanto os conseguíamos por no chão.
Nessa altura presenciei a pior condição climatérica que alguma vez tinha visto. Gelo do tamanho de pequenas bolas de granizo com forma cortante a "voar" horizontalmente vindo de sul, era tal a força que magoava a face.
Quando parou de cair gelo e neve passados 20 min passamos à chuva torrencial. A única diferença entre estar ali e debaixo de um chuveiro a tomar banho era o facto de estar de botas e mochila.
Com a chuva a neve ficou ainda mais mole, foi extenuante...
Posso dizer que quando deixou de haver neve e os pés entravam nas poças de água, sentia os pés a aquecerem...
Só na ponte do Cagarouço é que a coisa acalmou.
Mesmo na Portela estávamos nós a mudar de roupa abrigados debaixo da mala aberta do carro quando se abateu novo dilúvio. Entrei para dentro completamente molhado.
Pensava eu que íamos bem equipados em termos de roupa, calçado e impermeáveis, mas estava enganado. Nós íamos preparados para a guerra, mas deveríamos ter ido preparados para o Apocalipse. Seriam necessários meios muito técnicos e específicos para nos aguentarmos incólumes debaixo de tal intempérie.
No entanto o saldo foi positivo e tudo correu dentro das horas previstas e sem atrasos.
Começamos a caminhar às 8:40h  e chegamos ao carro às 15:15h.

Isto foi intenso... muito, inesquecivel, principalmente porque apesar dos nossos limites terem estado à prova, tudo correu bem!
Isto é "cliché" mas tenho que o dizer.

É possível viver sem ir ao Gerês? É, mas não é a mesma coisa.

 

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publicado às 17:12





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