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7 de Fevereiro de de 2015, mais uma caminhada. Nova abordagem aos Carris desta vez subindo ao Marco do Castanheiro na companhia de Trilhos e Azimutes

Percurso pedestre: 15km em 5 horas de caminhada efectiva.

Track GPS: aqui

Fotos no final do texto

 

Com o objectivo de visitar as Minas dos Carris, iniciamos esta jornada subindo pelo vale do Ribeiro da Abelheira por um trilho de pé posto.

Embora seja um dos mais curtos caminhos para lá chegar, não é o mais fácil.

No topo do vale, podemos apreciar a vasta paisagem granítica que se ergue à nossa frente e podemos observar desde o paredão dos Carris aos Cornos de Candela.

Flectimos à esquerda sempre com o azimute apontado ao Marco Geodésico do Castanheiro. Aqui não se vê nenhum trilho, fomos seguindo algumas mariolas errantes e o instinto.

Lá em cima, e depois de termos cumprido cerca 3,5km com 550m de declive positivo, aparece a neve.

Temos magníficas paisagens de 360º. Conseguimos observar com excelente nitidez, de oeste para este, a Rocalva, a Roca Negra, Borrageiro 2, Lavarias dos Carris, Pico da Nevosa, Fonte Fria, Capela de São João, Pitões das Júnias, a albufeira da Paradela e muito lá ao fundo à dta de Pitões das Júnias a Serra do Larouco a cerca de 27 km.

Seguimos viagem agora em direção aos Currais da Matança com a neve a tornar-se abundante sendo consistente, no entanto também havia muito gelo. Avistamos ainda alguns Garranos.

Avançamos para o Curral da Lamalonga que é uma transição não muito fácil. Depois, com muita neve às vezes fofa, fomos progredindo digamos, a meio gás, e junto ao edifício das Lavarias, a derrocada existente e a consequente falta de vários degraus tornaram a transição complicada e perigosa, é necessária muita prudência.

Ultrapassada esta dificuldade, seguimos na direcção dos edifícios mais superiores mas com os trilhos completamente encobertos pela neve que aqui nos afundava até aos joelhos.

Tempo para almoço e algumas fotos. Os pontos mais altos estavam cobertos por um espesso manto branco existindo neve acima dos 1200m.

O caminho de volta foi idêntico mas não subimos ao Marco do Castanheiro, optamos sim por contornar a “fraga” do Castanheiro pela face Este, seguindo um trilho de pé posto e flectindo à esquerda na mariola do Alto das Eiras descendo com azimute ao alto do Vale do Ribeiro da Abelheira.

 

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No vale do Ribeiro da AbelheiraDSC06608.jpg

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Cornos de Candela à dtaDSC06611.jpg

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Zoom ao Paredão dos CarrisDSC06615.jpg

Pico da Nevosa ao centroDSC06618.jpg

Subida para o Marco do CastanheiroDSC06627.jpg

Capela de São João à esq e Pitões das Júnias à dtaDSC06629.jpg

Zoom à Capela e Fraga de São JoãoDSC06631.jpg

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Marco do CastanheiroDSC06637.jpg

Serra do Larouco ao fundo a 27km de distânciaDSC06639.jpg

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Marco do CastanheiroDSC06651.jpg

No alto do Castanheiro virado a norteDSC06652.jpgNo alto do Castanheiro virado a Este com Pitões das Jùnias ao fundo

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Fonte Fria à dta do centroDSC06658.jpg

LavariasDSC06660.jpg

Rocalva, Roca Negra e Borrageiro 2ºDSC06664.jpg

Currais da Matança ao fundo à esqDSC06665.jpg

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LamalongaDSC06675.jpg

LavariasDSC06676.jpg

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Nas Minas dos CarrisDSC06688.jpg

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Lavaria VelhaDSC06692.jpg

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Pico da NevosaDSC06700.jpg

Curral das NegrasDSC06701.jpg

Pitões das JúniasDSC06708.jpg

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Currais da MatançaDSC06721.jpg

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Curral da BiduíçaDSC06734.jpg

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Face sul do Pico da NevosaDSC06743.jpg

Parada do OuteiroDSC06746.jpg

Alto das Eiras

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Capela e PitõesDSC06758.jpg

Fraga e Capela de São JoãoDSC06764.jpg

Sempre a andar...DSC06766.jpg

 

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Um abraço Amigos, obrigado pela vossa companhia.

 

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publicado às 19:27

Dezembro de 2013, mais uma incursão no Gerês.

Desta vez partindo do Xertelo em direcção à Nevosa (Xertelo-Castanheiro-Nevosa-Carris-Lamalonga-Laje dos Bois), na companhia de Olhares Sublimes

 

Aceda aos Track-Points GPS aqui

 

Para plataformas móveis ou ecrã inteiro clique aqui

 

 

Percurso pedestre

26 km

7 horas de caminhada efectiva

 

Subir à Nevosa com neve era um objectivo antigo.

Na ideia inicial a partida seria da portela do homem com subida pelo estradão dos Carris. No entanto, o camarada de luta não é de conversa mole, e preferiu faze-lo a partir do Xertelo mesmo com uma linha de tempo diminuta visto que anoitece muito cedo.

As primeiras horas de caminho foram realizados por estradão com chuva ligeira e vento moderado, seguindo depois pelo chamado trilho do castanheiro.

A partir dos 1100m a neve era já abundante, e é nestas alturas que representa maior perigo devido ao facto de ser pouco consistente encobrindo valas provocando verdadeiras armadilhas, para além dos pântanos que se formam com alturas de degelo.

Chegando ao Alto das Eiras a paisagem é inacreditável. Todos os maciços que se erguem à nossa frente pintados de branco.

Conseguimos visualizar a Fonte Fria, a Fraga de São João, os campos em Pitões cobertos de Neve. Infelizmente na Nevosa persistiam nuvens que teimavam em não se afastar.

Já no Curral das Negras tempo para mais uma contemplação. O muro da represa dos Carris lá no alto, inesquecível.

À nossa direita a via que nos iria levar ao cume. 2km de percurso com 300m de declive, uma quantidade de neve descomunal e uma abordagem totalmente nova para mim. Ao fim de uma hora e algum alpinismo lá chegamos.

Já no famoso marco de fronteira J117 que fica mesmo em frente ao Pico da Nevosa, e  com uma nuvem negra a pairar mesmo nas nossas cabeças, não nos sentíamos motivados a subir ao rochedo. No entanto num piscar de olhos, a nuvem afastou-se e conseguimos subir ao primeiro patamar. 

Tentamos subir mesmo ao cume, mas após algumas tentativas, com muito gelo e neve, teve que imperar o bom senso e resolvemos descer. 

O caminho para os Carris foi realizado rapidamente com a ajuda da neve nas descidas.

Já no complexo mineiro tempo para umas fotos daquele mágico lugar, comer algo e seguir viagem.

A descida pelas lavarias é facil, mas tem uma interrupção provocada por derrocadas nas escadas existentes já no final, o que representa perigo, e se cair mais algum degrau, ficará intransitável, pelo menos pelos moldes actuais.

A lamalonga e o seu enorme planalto coberto de branco também fica na memória. A descida para o Ribeiro do Penedo é rápida e realizamos a sua travessia mesmo ao cair a noite por volta das 17:20h. O restante percurso até ao Xertelo foi feito já de noite mas sem problema.

No entanto, a neve obriga a um esforço físico muito elevado. Fisicamente foi mais difícil esta caminhada do que a travessia Pitões-Xertelo de 35km.

 

Com uma distancia superior a 26km nesta altura do ano e com muita neve, realizar esta caminhada foi uma opção muito ponderada, feita com bom planeamento, material apropriado, previsões meteorológicas favoráveis e ambos em boa condição física.

Mesmo assim, sabemos que é arriscado. A abordagem pelo estradão dos Carris é mais sensata.

Andei sempre nos imites da minha condição física, mas usufruí das paisagens mais inesquecíveis que já vi.

 

 

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publicado às 23:13


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