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Março de 2016, mais uma incursão na Serra do Gerês até às Minas dos Carris com neve.

Percurso pedestre: 15km em 5 horas de caminhada efectiva

Track GPS aqui

Fotos no final do texto

 

Com perspectiva de céu nublado e precipitação de neve acima dos 1200m, a previsão meteorológica (com a excepção das temperaturas negativas e ventos gélidos que se fazem sentir nos carris nestas situações) era relativamente favorável.

Uma vez chegados às Lagoas do Marinho (numa viatura todo terreno, num automóvel convencional existe o perigo de o danificar seriamente), somos recebidos por uma paisagem digna de um filme. 

O abrigo Penedã inserido naquele magnifico vale coberto de neve com alguns raios de sol, é sem duvida um momento único e não há fotografia que o descreva.

Apesar do nevão da noite anterior, a progressão na direcção dos Coções do Concelinho foi célere e tranquila, com o sol sempre a espreitar entre as nuvens.

No entanto, foi dificil transpor o estreito do Quelhão devido à grande quantidade de neve acumulada.

Foram 50m numa forte subida aplicando o clássico "bastão - passo (enterranço) - bastão - passo (enterranço)", mas superada ao fim de 10min.

Seguimos depois na direcção de Lamas de Homem. Neste momento as condições meteorológicas mudaram radicalmente e desceram as nuvens que trouxeram neve, frio e vento.  

No acesso final aos Carris com bastante neve, a progressão desceu para um nível mais lento, num ambiente invernal intimidante e até assustador, a fazer-nos lembrar que nos píncaros geresianos, sobretudo nesta altura do ano, não há lugar para passeios domingueiros, é uma aventura com risco assumido, minimizado dentro do possivel com a logística e conhecimento necessários para entrar naquele mundo magnifico, mas também inóspito.

Já nos Carris, o vento era tão forte e ruidoso que parecia querer acordar o abandonado complexo.

Depois do merecido retempero, fomos dar uma vista de olhos na lagoa de carris e foi por esta altura que o sol voltou a espreitar por entre as nuvens. Voltando ao complexo aproveitamos a benesse e apontamos as câmaras ao Pico da Nevosa e a Pitões.

O regresso foi efectuado pelas Lavarias num exercício quase olímpico, seguindo até à Lamalonga. Nesta altura fomos brindados por um enorme nevão que nos seguiu até depois do Barroco de Trás da Pala!

Chegados ao Couçe o cenário mudou completamente. Com um sol radioso a paisagem pintada de neve desapareceu, mas avistamos dois Corços para colocar a Cereja no Topo do Bolo!

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publicado às 21:27

Dezembro de 2013, mais uma incursão no Gerês.

Desta vez partindo do Xertelo em direcção à Nevosa (Xertelo-Castanheiro-Nevosa-Carris-Lamalonga-Laje dos Bois), na companhia de Olhares Sublimes

 

Aceda aos Track-Points GPS aqui

 

Para plataformas móveis ou ecrã inteiro clique aqui

 

 

Percurso pedestre

26 km

7 horas de caminhada efectiva

 

Subir à Nevosa com neve era um objectivo antigo.

Na ideia inicial a partida seria da portela do homem com subida pelo estradão dos Carris. No entanto, o camarada de luta não é de conversa mole, e preferiu faze-lo a partir do Xertelo mesmo com uma linha de tempo diminuta visto que anoitece muito cedo.

As primeiras horas de caminho foram realizados por estradão com chuva ligeira e vento moderado, seguindo depois pelo chamado trilho do castanheiro.

A partir dos 1100m a neve era já abundante, e é nestas alturas que representa maior perigo devido ao facto de ser pouco consistente encobrindo valas provocando verdadeiras armadilhas, para além dos pântanos que se formam com alturas de degelo.

Chegando ao Alto das Eiras a paisagem é inacreditável. Todos os maciços que se erguem à nossa frente pintados de branco.

Conseguimos visualizar a Fonte Fria, a Fraga de São João, os campos em Pitões cobertos de Neve. Infelizmente na Nevosa persistiam nuvens que teimavam em não se afastar.

Já no Curral das Negras tempo para mais uma contemplação. O muro da represa dos Carris lá no alto, inesquecível.

À nossa direita a via que nos iria levar ao cume. 2km de percurso com 300m de declive, uma quantidade de neve descomunal e uma abordagem totalmente nova para mim. Ao fim de uma hora e algum alpinismo lá chegamos.

Já no famoso marco de fronteira J117 que fica mesmo em frente ao Pico da Nevosa, e  com uma nuvem negra a pairar mesmo nas nossas cabeças, não nos sentíamos motivados a subir ao rochedo. No entanto num piscar de olhos, a nuvem afastou-se e conseguimos subir ao primeiro patamar. 

Tentamos subir mesmo ao cume, mas após algumas tentativas, com muito gelo e neve, teve que imperar o bom senso e resolvemos descer. 

O caminho para os Carris foi realizado rapidamente com a ajuda da neve nas descidas.

Já no complexo mineiro tempo para umas fotos daquele mágico lugar, comer algo e seguir viagem.

A descida pelas lavarias é facil, mas tem uma interrupção provocada por derrocadas nas escadas existentes já no final, o que representa perigo, e se cair mais algum degrau, ficará intransitável, pelo menos pelos moldes actuais.

A lamalonga e o seu enorme planalto coberto de branco também fica na memória. A descida para o Ribeiro do Penedo é rápida e realizamos a sua travessia mesmo ao cair a noite por volta das 17:20h. O restante percurso até ao Xertelo foi feito já de noite mas sem problema.

No entanto, a neve obriga a um esforço físico muito elevado. Fisicamente foi mais difícil esta caminhada do que a travessia Pitões-Xertelo de 35km.

 

Com uma distancia superior a 26km nesta altura do ano e com muita neve, realizar esta caminhada foi uma opção muito ponderada, feita com bom planeamento, material apropriado, previsões meteorológicas favoráveis e ambos em boa condição física.

Mesmo assim, sabemos que é arriscado. A abordagem pelo estradão dos Carris é mais sensata.

Andei sempre nos imites da minha condição física, mas usufruí das paisagens mais inesquecíveis que já vi.

 

 

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publicado às 23:13


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