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Setembro de 2016, mais uma caminhada.

Novamente no meu local favorito, o Gerês. Mais uma travessia de Pitões das Júnias à Portela do Homem.

Percurso pedestre: 25km em 6.5 horas de caminhada efectiva.

Track GPS: aqui

Fotos no final do texto

 

Embora o objectivo fosse a travessia da serra com pernoita, por motivos de segurança, tivemos que abreviar e fazer tudo num só dia.

Foi mais uma vez espetacular. Como começamos tarde, foi rasgar montanha dentro e nem as mochilas preparadas para dois dias com pernoita e +12kg abrandaram o passo, daí a média de 3.8kmh em andamento naquele carrossel granítico e com muito mais mato que no ano passado. Mesmo a intimidante parede que é a Ourela dos Rubios demorou apenas 20min a ser vencida.

A subida à Nevosa é sempre um momento de grande contemplação. No entanto, desta vez, quase nem paramos nos carris.

O caminho Carris-Portela do Homem é que está uma desgraça, com mais pedras soltas do que nunca, e segundo a opinião de um especialista (que não eu obviamente), no Cabeço do Madorno, mais um ou dois invernos valentes e a estrada vai abaixo!!!

Para o ano há mais, espero!!!

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publicado às 21:30

9 de Fevereiro de 2015, mais uma caminhada. A clássica abordagem aos Carris através do estradão na companhia do Jorge e do Rui com muita neve.

Percurso pedestre: 21km em 6 horas de caminhada efectiva.

Track GPS: aqui 

Fotos no final do texto

 

Dias existem, em que a soma das partes supera largamente o valor que cada uma na verdade representa, e é sempre bom rever um velho amigo que ao fim ao cabo, foi ele que me despertou para este gosto pela montanha já lá vão 7 anos!

Trilhamos muito mato e rocha agarrados aos arbustos, nas piores condições climatéricas, nem sempre bem fisicamente, mas sempre que pudemos, lá fomos nós, e ainda hoje pensamos porque raio saímos de casa naqueles dias, mas estou convencido que o voltaríamos a fazer. Além disso, juntou-se a nós um grande maluco, um dos Maiores de SMF, para completar a tríade.

Se a isto tudo somarmos sublimes devaneios filosóficos a um trilho fantástico, a um céu do mais límpido que já vi, associado a condições raras de neve, gelo e vento, o resultado final é uma experiência inigualável.

Obrigado a quem me acompanhou e proporcionou este espetacular dia.

 

O percurso a realizar foi a Clássica subida às Minas dos Carris começando na Portela do Homem e seguindo pelo antigo estradão.

O dia estava frio e ventoso, mas o céu apresentava-se imaculadamente azul.

A partir do Teixo (1200m) a neve era já persistente mas a progressão era tranquila devido à sua elevada consistência. Destaque para um segmento de 50m abaixo da Ponte das Águas Chocas onde o piso com muito gelo abrigava a cuidados triplicados.

Logo à frente e ultrapassado o vale, a paisagem abre-se mostrando um espectacular manto branco.

Chegamos então às Minas dos Carris onde o ensurdecedor silêncio do abandonado complexo nos faz viajar no tempo. 

Com muita neve de fácil progressão e um sol radiante, a combinação era perfeita. São muito raros os dias em que temos este privilégio.

Almoçamos e seguimos para a represa dos Carris que estava quase toda coberta por um manto de gelo. Saliento que, embora junto do Paredão principal e do muro de contenção sul o gelo seja muito duro nesta altura, não o é mais no centro do lago, convém não arriscar.

Depois de contornada a represa seguimos para o Marco Geodésico de Carris a poente das Minas. Este troço do percurso revelou-se difícil devido ao declive e à altura da neve muitas vezes acima do joelho.

Já no Marco de Carris a 1508m, tempo para apreciar a magnifica paisagem de 360º e nem o fortíssimo vento que aqui se sente nos demoveu de contemplar alguns dos ícones Geresianos pintados de branco, com destaque para a Serra da Peneda (alto da Peneda e Pedrada com neve), e para a serra do Larouco a cerca de 30km.

Na descida apontamos ao Curral das Abrótegas e retomamos o antigo estradão para realizar o caminho de volta. 

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publicado às 18:13


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